05 dezembro 2009

Sozinho na noite

Quando algo é evidenciado é porque existe, é porque é forte o suficiente para ser notado. Penso, sinto e ouço toda a sociedade vivendo num clima de regras, só para demonstrar que o seu comportamento é notável e de mérito. Porém, porque vou adaptar o meu ser à sociedade? Sim, porque todo o «mundo» é uma sociedade, e cada uma de nós vive em função dela. Eu não, não quero ser assim, só mais um (…) Por vezes, por tanto demonstrar a minha diferença acabo por ser previsível e banal, ou seja, um ser comum. Luto cada dia para colmatar tal situação, tal dor (para mim é um erro) que o meu coração sente, luto por estado aproximado de perfeição!
Então, mas se cada um lutar por um estado aproximado de perfeição não acabaremos todos iguais? Questiona o lado racional do meu ser.. Então um tonto Poeta contrariará dizendo não interessa o que és, mas sim o que fizeste para seres o que és. É preciso o mundo deixar de ser racional ou emocional. Tudo tem, segundo uma alma sabedora, dois pesos e duas medidas. Há coisas que por vezes deixamos passar, ignorando ensinamentos essenciais ao nosso conhecimento, isto é, definições para comportamentos que, por vezes, caímos no abismo por tanto tentá-los encontrar. Cada situação deve ser pesada emocionalmente e racionalmente, tanto na sua medida também. Como um ser que em relação à perfeição encontro-me num estado paralogismo, afirmo que sou emocionalmente emocional. Um gesto, um olhar, um movimento, um doce toque, uma doce filosofia, uma bela melodia ou até mesmo a magia da poesia consegue despertar inúmeros sentimentos, uma revolução deles, uma tempestade onde o vento tende em girar para todos os lados, sem parar. Sou um ser racional, porém com uma sentimentalidade que ultrapassa os limites da moral. Um ser que pensa, devido à condição social em que me insiro, mas um ser que sente, emoções que, eu, transpiro! Se respiro, vivo, se vivo é porque tenho vida. Vida? É sentir. Se sinto, sou um ser humano. Acima de tudo, temos que perceber que somos seres humanos que sentimos, que possuímos sentimentos. Logo, a nossa diferença está no que sentimos não na nossa racionalidade, pois racionalidade (lógica, ética, condutas morais) é algo do senso comum, agora sentimentos ninguém consegue explicar logo torna-se diferente toda aquela pessoa que possuí sentimentos. A nossa base é igual, todos nós somos seres humanos racionais, mas a diferença está na emoção, sendo esta necessária, o motor do nosso coração (sem emoção não há razão). Assim sendo, a nossa definição parte daquilo que em nós não é lógico pois a lógica não abrange sentimentos. O que é concreto não define o nosso ser, o que se define por abstrato torna-nos diferentes.

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Cansaço

Cansaço
O puro olhar do limite :')