09 fevereiro 2010

Monólogo - Que razão?

Eu preciso que me ouças.
» Quem sou eu?
- És um ser humano que sente e que pensa.
» Mas sinto mais do que penso, ou sinto menos do que penso?
- Sentes mais do que pensas.
» Isso é um problema.
- Sim, de facto é um problema tremendo. Porém, se pensasses mais do que sentias também era.
» Então, se eu fosse o equilíbrio dos dois. Era perfeito?
- Logicamente, era perfeito.
» Se assim o é, porque é que as pessoas não o fazem?
- Pois. As pessoas não o fazem porque é de natureza que este equilíbrio nasce.
» Então, estamos condenados logo de nascença.
- Sim, somos condicionados assim que nascemos.
» Então, como podemos ser felizes? Porque para sermos felizes precisamos de liberdade coisa que não temos.
- Não somos livres, porém, temos uma coisa que se chama "livre-arbítrio" que se caracteriza por uma oportunidade de escolha. Para seremos felizes precisamos de amar. Pois amar é querer o bem do outro e deixa-lo ser livre.
» Mas se deixamos ser livres aqueles que ama-mos perdemos a nossa liberdade, pois, "a tua liberdade começa quando a liberdade de um outro individuo acaba".
- Logo, só temos o direito de optar por determinadas situações. Não podemos amar em totalidade devido ao facto de não sermos livres. Por último, não conseguimos ser felizes.
» Então o que estamos aqui a fazer? Não é para seremos felizes?
- Sim, para tentarmos ser felizes temos que sentir e pensar. Mas nunca vamos conseguir ser felizes numa totalidade devido ao facto de não sermos livres e vivermos numa sociedade que possui um grande poder.
» Mais uma vez, temos que sentir e pensar num equilíbrio de lados humanos: racional e emocional. Porém, "não há razão sem emoção", mas haverá "emoção sem razão"?
- Para existir uma emoção, a razão não pode existir. Para surgir um sentimento, a razão tem que estar presente. Para que exista "Amor" a razão não pode estar imposta. Para seres feliz, tens que amar e pensar. O mais difícil é conjugar em conjunto estes dois verbos. Porém, se a razão necessita da emoção, o pensar vai ter sempre "sentimentos" enquanto o «amor» vai dispensar "razões". Logo, serás sempre mais sentimental que racional.
» Mesmo para aqueles que são coração de gelo?
- Esses corações de gelo são o espelho de uma sentimentalidade extrema. Ao longo da história do mundo, está presente muitas falhas devido a tudo aquilo que era "extremo".
» Então, na minha perspectiva, nos sofremos porque sentimos mais do que raciocinamos.

2 comentários:

Marianabreu disse...

Tu fodes-me com estes post's que têm tudo a ver com tudo ;x
Tens toda a razão, mas podes ter a certeza que muitas vezes a razão condiciona a emoção.
Nada se pode controlar mas podemos aprender a viver mesmo com a noção que a liberdade e a felicidade total não existem, é por isso que temos que viver dia após dia, sem ligar a nada, apenas ao que sentimos na altura. Por isso eu digo e repito: sente e raciocina para poderes viver!

ESTOU AQUI, NINGUÉM ME ARRACA! Confia em mim seu conhõ <3

Anónimo disse...

Para sermos felizes, do que precisamos? sim, precisamos de amar, mas sobretudo viver! E viver significa não pensar no amanha, no que irá acontecer.
Neste "viver" engloba o "amar"
engloba o pensar... Mas será que precisamos de pensar para sermos felizes? Não basta amar? pois o "amar" já nos leva a pensar...

Sobre a liberdade...
Nós no fundo, nao somos livres porque existe regras. Mas dentro dessas regras somos capazes de ter liberdade, como referiste, liberdade de escolha.

Já o assunto da razão e da emoção...
Por vezes a razão controla a emoção... como a emoção controla a razão!

Tudo isto para te dizer que te AMO muito!!!! :D e que adoro ler os teus textos!:b

Beijinho :')
AMO-TE minha razão de viver!!! :$

Cansaço

Cansaço
O puro olhar do limite :')