06 março 2010

Bed Of Roses

Afinal, quem sou eu?
Talvez, assim seja, tal como dizes, para atingir o conhecimento é necessário dar muitas voltas, do mundo intelegível para o mundo sensível, e do mundo sensível para o mundo intelegível pois, para sabermos quem somos temos que ir à origem do nosso conhecimento? - Racionalismo. 
Ou então, para atingir o conhecimento temos que vivênciar as experiências e depois reflectir acerca delas? - Emprismo. "Nada está no pensamento que não tenha estado primeiramente nos sentidos";
Por vezes, já me perdi e ainda me perco, neste pequeno mundo cheio de um vazio de valores. Por vezes, choro lágrimas de sangue que teimo de imediato em limpá-las. Não quero que ninguém veja o "vermelho" que derramo..  Não quero que ninguém sinta o meu sangue magoado. Nem quero mesmo, que alguém o limpe - essa tarefa só me cabe a mim. Claramente, consigo ser dois filósofos ao mesmo tempo: John Locke e David Hume. (desculpem, mas quero encontrar a minha origem para perceber quem sou eu) Ora bem, Jonh Locke afirma que devemos reflectir sobre aquilo que vivemos enquanto David Hume evidencia um processo de memorização, isto é, recordar acerca daquilo que vivemos. Não será que Jonh Locke, está a ser em equilibrio sentimental e racional? Primeiro sentir, depois pensar/reflectir. Conquanto, David Hume diz-nos para recordarmos aquilo que vivemos. Mas, recordar não é viver? Para sabermos quem somos também precisamos de viver! Então, sou Jonh Locke na medida em que, precisamos de reflectir sobre aquilo que sentimos para crescermos e tentar perceber um pouco aquilo que sentimos - conhecimento. Já com David Hume, devemos de guardar as nossas origens, a nossa infância (por exemplo), isto é, aquilo que faz parte de nós, isto tudo, na minha perspectiva - conhecimento. 
O meu coração não encaixa numa corrente racionalista, por muitos argumentos sólidos e válidos, admiro e respeito a corrente filosófica, mas não a sinto. O emprismo é, sem sombra de dúvida, o espelho do meu coração, encarnado em dois grandes filósofos: David Hume e Jonh Locke. Porém, David Hume é o que possui maior percentagem no meu ser, enquanto encaro Jonh Locke, a racionalidade ainda existente em mim.


Aquilo que permanece, é verdadeiro. Aquilo que não permanece, é paixão. Aquilo que é eterno, é amor.


Só sei que nada sou.

1 comentário:

Anónimo disse...

"Aquilo que permanece, é verdadeiro. Aquilo que não permanece, é paixão. Aquilo que é eterno, é amor".

Dizes aqui, que aquilo que não permanece é paixão. Em que medida consegues explicar isso?
Talvez queiras antes dizer, que aquilo que não permanece foi paixão, não?

Já agora, acreditas mesmo que o amor seja eterno? Porquê?

Segundo esses dois filosos, aquilo que consegues concluir, não será apenas, que parte de ti é racional e outra parte é o que te leva ao sentimento ?
Então, acho que ambos são racionais.

Tens jeito para por em prática um bom racíocinio .
Continua ...

Cansaço

Cansaço
O puro olhar do limite :')