06 maio 2010

O Romantismo do abismo

Arranquei a maior flor do penhasco
Sofri a maior dor, das dores.
Guardei as lembraças naquele frasco,
Sem qualquer tipo de cores.

Meus amores, meus perdedores.
É uma vida de desiquilíbrio.
É uma vida de roedores.
Nada me aquece, do frio.

Os glaciares acompanham a minha dor.
São o contexto, da morte da flor.
Os mais belos sons, os mais belos tons
Esses que renovaram a força do meu furor.

Agora que não existe uma renovação..
A minha vida é uma escuridão.
Sem qualquer fim à vista.
Morri, sem coração.



Sérgio Ribeiro

1 comentário:

Anónimo disse...

Contudo, podes dizer: Senti !
- Sentiste dor, sentiste sofrimento, sentiste até o aquecimento que no teu corpo se estabelecia cada vez , que se renovava, cada vez que ele tremia quando uma pequena flor se arrancava, para ela , a vida acabava , para ti , o teu sentimento presenciava mais um momento…
Todas as lembranças foram guardadas e cada vez mais são relembradas… No momento vivido, de todas as mais bonitas cores, foram pintadas … Agora já não existe qualquer tipo de cor, que possa definir o que estás a sentir…
Já não há heróis que formem a tua vida e a tornem equilibrada, verificas pessoas que te congelam, que te enganam, que dizem que te amam mas que não te acompanham… E todas as cores desapareceram, quando sons se ouviram… Agora esperas que algo aconteça, algo que te faça mudar, algo que faça a tua vida voltar a rodar , Procuras pela luz mais próxima, mas como ela não aparece, ficas à espera que algo aconteça, enquanto não acontece , a tua felicidade não floresce e o teu coração, diz morrer, por não saber o que fazer … :s
Que tal uma volta de 180º ??

Cansaço

Cansaço
O puro olhar do limite :')