12 Dezembro 2009

Céus e Areias





A vida é um ciclo. A minha música é o espelho da mudança, o espelho das emoções que tendem tornarem-se sentimentos. Hoje, nada há a dizer, só mesmo sentir.

10 Dezembro 2009

A emoção do sentimento

A barreira que separa a emoção do sentimento é bastante complexa, até diria, inexplicável em termos filosóficos como método de aplicação na prática. A filosofia consegue explicar o que é racional, o que está no motivo da nossa acção, porém não consegue encontrar o vazio do nosso coração. Sentir significa muito mais daquilo que definem. Porque perdem tempo em estudos, estatísticas, filosofias, teorias e até mesmo testes, para encontrar a definição de todos os sentimentos? Quão inútil é um sentimento explicável? Sociedades... Mas é compreensível tal acto do ser humano! O ser humano parte em busca do desconhecido, a mente, o instinto do Homem visa a « Descoberta » (...) Prova disso, nós, Portugueses, que em outras eras partimos em busca do desconhecido, navegando mares, rotas sem traços, isto é, descobrimos novos mundos... Fomos o que nunca mais permaneceu, uns aventureiros! Sentimos a emoção dos mares, a brisa dos novos olhares! O que em longo prazo trouxe inúmeras vantagens para o nosso País, tornando, esta aventura num sentimento. Logo, um sentimento é uma eternidade enquanto uma emoção é um momento. Num clima cinzento, encontrei premissas e conclusões a cerca de tal situação, acordes de guitarras que nunca coincidiram e o que o seu som sairia desafinado, pois parte de mim não sabia a definição entre emoções e sentimentos. Dentro da mesma temática, e, retomando, as questões retóricas, um sentimento quando explicado, a sua chama é apagada. Se partirmos em busca (evidenciado pelo exemplo da Época dos Descobrimentos Portugueses) da explicação para o que sentimos, sendo que não temos alternativa devido aos nossos instintos, a nossa prioridade é construir com base nessas emoções (as emoções também se sentem), sentimentos, tornando-se um ciclo vicioso; renovando sempre as emoções que em outrora foram emoções, num clima de sonho, numa constante mudança! Assim se vive um lema “Um momento, nunca uma eternidade”. Um conjunto de momentos não forma uma eternidade, pois permanece um intervalo, um espaço de ligação que leva a reflexão que em sistema rápido acabará, novamente, em emoção. Uma emoção é superada pela racionalidade enquanto o sentimento supera a racionalidade. Então, serás tu um irracional, ou um racional? No meu coração, cabe espaço para «emoção», sei que após ciclos de mudança, será um sentimento sem limites, nem fronteiras. Por último, e não menos relevante, um sentimento não é igual a nenhum outro ou cousa outra, é algo diferente, logo, nasce de uma diferença natural.

08 Dezembro 2009

Vida repartida


Usamos títulos ou expressões para definir o que sentimos. O nosso coração tem a necessidade de expressar o que sente através de actos, palavras, olhares, enfim, tudo aquilo que possa demonstrar sentimentos. A definição do que sentimos têm lugar no passado que já vivemos, é o lugar onde encontramos a verosímilhança do que sentimos. Eu não quero definir o que sinto, por inúmeras razões. Isto é, quando definimos o que sentimos temos a tendência de deixar sentir, pois a definição foi encontrada. Porém, precisamos definir de certo modo aquilo que sentimos para sabermos realmente com o que estamos a lidar (...). Logo, é bipolar, ou seja, podemos definir certa parte do que sentimos, mas a outra parcela do sentimento deve ser deixada na dúvida, na interrogação, para poder criar outros sentimentos, para poder criar algo sólido.

07 Dezembro 2009

Os sonhos da noite

Um momento, nunca uma eternidade.
Será esta a tese da minha vida, o argumento de um coração, a premissa do raciocínio e a conclusão do romance. Longe, longe daqui serei feliz, numa ilha rodeada por ondas, cujos animais voadores trazem noticias do continente. A magia da paixão está no coração e refletirá o coração em forma de poesia. Quero viver fora daqui, sentindo o meu corpo no limite, sem condicionantes, num ambiente de loucura racional, mas, sobretudo sentimental. Chega de eternidades, chegam de coisas permanentes, coisas que param o coração de uma pessoa, gelam o nosso motor. Foram precisos inúmeros dias até arriscarei em dizer «anos» até chegar à verdadeira textura do viver. Estou farto de sofrer, sou muito novo para tal. É o começo de um novo início, uma nova forma de viver, uma rima por fazer foi o que faltou escrever: um momento, nunca uma eternidade. A minha vida é um turismo de emoções!

Serei tudo o que não fui, serei o que nunca me deixas-te ser, serei o que sempre quis ser: feliz!


05 Dezembro 2009

Sozinho na noite

Quando algo é evidenciado é porque existe, é porque é forte o suficiente para ser notado. Penso, sinto e ouço toda a sociedade vivendo num clima de regras, só para demonstrar que o seu comportamento é notável e de mérito. Porém, porque vou adaptar o meu ser à sociedade? Sim, porque todo o «mundo» é uma sociedade, e cada uma de nós vive em função dela. Eu não, não quero ser assim, só mais um (…) Por vezes, por tanto demonstrar a minha diferença acabo por ser previsível e banal, ou seja, um ser comum. Luto cada dia para colmatar tal situação, tal dor (para mim é um erro) que o meu coração sente, luto por estado aproximado de perfeição!
Então, mas se cada um lutar por um estado aproximado de perfeição não acabaremos todos iguais? Questiona o lado racional do meu ser.. Então um tonto Poeta contrariará dizendo não interessa o que és, mas sim o que fizeste para seres o que és. É preciso o mundo deixar de ser racional ou emocional. Tudo tem, segundo uma alma sabedora, dois pesos e duas medidas. Há coisas que por vezes deixamos passar, ignorando ensinamentos essenciais ao nosso conhecimento, isto é, definições para comportamentos que, por vezes, caímos no abismo por tanto tentá-los encontrar. Cada situação deve ser pesada emocionalmente e racionalmente, tanto na sua medida também. Como um ser que em relação à perfeição encontro-me num estado paralogismo, afirmo que sou emocionalmente emocional. Um gesto, um olhar, um movimento, um doce toque, uma doce filosofia, uma bela melodia ou até mesmo a magia da poesia consegue despertar inúmeros sentimentos, uma revolução deles, uma tempestade onde o vento tende em girar para todos os lados, sem parar. Sou um ser racional, porém com uma sentimentalidade que ultrapassa os limites da moral. Um ser que pensa, devido à condição social em que me insiro, mas um ser que sente, emoções que, eu, transpiro! Se respiro, vivo, se vivo é porque tenho vida. Vida? É sentir. Se sinto, sou um ser humano. Acima de tudo, temos que perceber que somos seres humanos que sentimos, que possuímos sentimentos. Logo, a nossa diferença está no que sentimos não na nossa racionalidade, pois racionalidade (lógica, ética, condutas morais) é algo do senso comum, agora sentimentos ninguém consegue explicar logo torna-se diferente toda aquela pessoa que possuí sentimentos. A nossa base é igual, todos nós somos seres humanos racionais, mas a diferença está na emoção, sendo esta necessária, o motor do nosso coração (sem emoção não há razão). Assim sendo, a nossa definição parte daquilo que em nós não é lógico pois a lógica não abrange sentimentos. O que é concreto não define o nosso ser, o que se define por abstrato torna-nos diferentes.

29 Novembro 2009

Por uma noite


Todas as decisões condicionaram o acontecimento. O tempo parou e a luz tornou-se amena, a escuridão era o sol do momento, a noite o palco do acontecimento, todas as cores desde o laranja até o cizento uniram-se. Foi uma noite, foi um sonho real. O suspiro tornou-se em toque, o teu rosto era o espelho da tua alma, mas o teu olhar era o retrato do teu coração, naquele momento, naquela «paragem». Já pouco restava para evitar, o cheiro, o toque, o olhar, o romance. È forte, é inevitável, gritar o teu nome sem saber como será o amanhecer ... Os risos foram escritos e sublinhados novos medos (...)


"Já pouco nos resta fechar os olhos esconder os actos sem qualquer receio, ou angústia que nos prende a vontade de sentir o corpo com prazer, rasgas-me a roupa sem qualquer pudor e enquanto buscas o ar pela boca passeias teu cheiro no meu corpo, por entre os braços misturo tudo, após prazer o ficaremos mudo, sem saber, se é por uma noite .. "


28 Novembro 2009

Quem serás?

Quero acordar num sítio, perdido
Cheguei lá de um sonho amarrado
Algo inexplicável eu quero explicar
Não consigo! É o meu olhar ..

Agora, estes dias que fugi
Percebi, que nada senti
A noite chegou ..
E a luz ? Iluminou o meu caminho.
Sei que não estou sozinho..

A tua iluminação é um medo
Que o meu coração teme
Mas .. deverei ficar ás escuras?
Precisarei de outro leme?

Será que sim? será que não?
A resposta está no coração
A racionalidade não é superior
Nem a sentimentalidade inferior





« Assim chegou a tempestade que tanto evitei, a dor pela qual eu sempre lutei (contra), não houve uma força, mas sim um acontecimento esperado mas evitado, e agora? »

25 Novembro 2009

O eclipse do coração



Se fechar os olhos e sentir com o coração o que vejo é uma enorme perfeição imperfeita. Se abrir os olhos e pensar racionalmente o que sinto é um enorme paradoxo mental que o título "Banal" traduz a sensatez de solução. (Teoria da Felicidade)
Não irei generalizar. És uma luz, somente, uma luz. Não és uma central elétrica Muito menos, a luz que me ilumina. És um espaço iluminado que eu gosto de frequentar, de olhar, de abraçar (...) Por vezes, brilhas mais do que esperado, mas não será isso, um sinal? Mas.. Sinal de quê? Algo vai acontecer? Puff ! Serei um peixe, sem rumo, sem destino definido, serei um peixe de quatro-olhos, porquê? Saberei sempre quem está por baixo e por cima. Logo, não sejas lateral. Não sei o que faço no meio deste oceano, no meio deste rio, no meio desta ribeira, no meio deste lago. Será que estou destinado a ser «apanhado»? Se assim for, porque fujo? Se assim for, porque será que não aparece o dito pescador?
A tua definição está na minha racionalidade, porém, não se limita, será que transcenderá as barreiras do coração? Que o tempo traga respostas...





« È um sonho que me deixa ver-te, mas não me deixa amar-te »



O eclipse do coração


Sangue derramado em lágrimas ocultas
Palavras que custam a sair
Aliás, palavras que tendem a partir
Dores sujas, mal - lavadas

Fui um momento sem início
Fiquei sempre na frente,
Assim cai do precipício
E o teu coração? Ficou quente

A última folha rasgada,
A última linha do percurso
A dor que foi mal-amada
A minha voz era estrangeira
Proclamava um som russo
Assim, pisei todos os picos desta .. roseira (amor)



Sérgio Ribeiro


23 Novembro 2009

Falácias da Filosofia


De um dia frio com a rapidez do costume, tornou-se num dia difícil em termos emocionais. Será que é tão difícil perceber? A arte de duvidar não passa somente pelo complexo, mas também pelo complicar, pois o que é complicado é complexo (...) Não quero ceder perante todos esses conceitos que me “tentas” impor, eu sou eu, não tu. A filosofia não é uma disciplina de sentimentos, mas sim de pensamentos. O que me tentas pregar não é suficiente para o teu ar conseguir ser o meu olhar. Não existe uma disciplina concreta para ‘estudar’ sentimentos e sabes porquê? Porque todo sentimento é um conceito irracional, sem explicação possível e, como tu defines, subjectivo. Como será que a filosofia explica um toque? Um olhar? Uma dor? Tudo tornou-se tão superficial, tão banal. Tudo é esmiuçado até ao limite, quando encontramos a explicação para tudo, esse tudo deixa de ser interessante, porquê não complicamos mais? Só porque encontramos a sua explicação? Porquê não complicamos de modo a evoluir cada vez mais? Enfim, tantas perguntas sem respostas. Deixei de acreditar numa Filosofia de perguntas! A filosofia questiona aquilo á qual a resposta é lógica e racional, e os sentimentos?. A felicidade não está na validade de um argumento, na verdade de uma premissa, a felicidade está na racionalidade sentimental. Pensamos que evoluímos cada vez mais, mas será que não estamos parados? Será que ninguém se apercebe que tudo é igual? Ninguém faz nada diferente? Se nada é diferente, nada evolui (...) A nossa evolução têm origem no nosso coração, na nossa alma. O Saber? Vêm depois. Primeiro sente depois pensa. Minha alma respira de alívio por saber que toda a minha vida são dogmas (...)


Nunca quis ser filósofo, nem coisa parecida, serei eternamente um «Poeta».

22 Novembro 2009

Linhas Pintadas


Há medida que o tempo passa, torna-se difícil explicar tudo o que senti, naquele momento. Foram tempos chuvosos, tempos de grandes emoções, tempestades de sentimentos e sofrimentos. Porém, hoje recordo tudo com grande emoção, com grande Paixão. Agora questiono, todos estes momentos foram proibidos mas conseguidos, então porque foram erros? Não, foram momentos bipolares. Onde o que foi bom eu guardo, profundamente, no meu coração; e o que foi mau, esqueci e corrigi, só assim, evoluí. Pormenorizando, recordo-me daquele momento em que o meu coração ao teu lado acelerou, cometendo infracções, sendo o que não era, quebrando rotinas, em que «dançamos» devagar ao som da chuva. Os nossos rostos esvaziavam “lágrimas” que a chuva fazia escoar, os nossos olhos traduziam sentimentos ingénuos e conflituosos, os nossos corpos eram o espelho do frio que se fazia .. Hoje, nada me arrependo.. Nada não faria novamente, porque todos esses momentos proibidos, ainda hoje são o fruto do meu ser. Escrevi em páginas anteriores « um momento, nunca uma eternidade » será que assim sou? Tenho algo, pode ser eterno, mas no entanto, torna-se uma certeza totalmente incerta do qual não me faz arriscar. Talvez sim, talvez não que esta expressão «um momento, nunca uma eternidade» seja o título do meu coração. Pois, para algo não ser eterno tem que ser, somente, um momento. Logo, as questões nascem da bipolaridade das “coisas”.

( Em cada texto existe uma música que é o espelho das minhas palavras )